Ana Sucha Lança seu 1º Álbum Intitulado de Inês (Rio de Janeiro/RJ)


Ana Sucha é uma jovem cantora, compositora e multi-instrumentista. Sua originalidade e talento, em pouco tempo de estrada, já a levaram para grandes palcos dentro e fora do Brasil. Depois de tocar no maior festival de música brasileira da Holanda – por onde também passaram Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Gadú, Ana Sucha apresenta seu disco de estreia, “INÊS”, com produção de Eugenio Dale, que trata de suas vivências enquanto “ser mulher”, dotado de sentimentalidades, ironia e boas doses de diversidade musical.

O disco é inspirado pela história de Inês de Castro, uma jovem mulher que vivia um amor proibido com D. Pedro I de Portugal. Ela foi brutalmente assassinada a mando do pai do seu amado – anos após ser morta, foi coroada como rainha. Conforme ouvimos o disco, conseguimos reconhecer um pouco de Inês em cada mulher – muitas vezes preteridas, mortas, mas sempre rainhas.

Autodidata, Ana Sucha toca – junto com Eugenio Dale – praticamente todos os instrumentos no disco. Nas faixas "Seis sentidos" e "Eu sorrio bem mais", eles contam com a participação dos incríveis Frederico Puppi (violoncelo) e Gustavo Corsi (guitarra). Já na canção "Onde você está?" e “Bagatelas”, quem participa é Dennis Novaes (cavaquinho).

Ana assina sete das 10 faixas do disco, ora sozinha, ora acompanhada por parceiros como Eugenio, Dennis, Suely Mesquita ou Zerzil. Também assinam canções, João Paulo Gusmão e Dennis Novaes, parceiros da cantora da época em que vivia em Brasília, e Zerzil.

“Doze temporadas”, balada de Ana Sucha, abre o disco sentenciando a superação de um relacionamento – consigo mesma - por meio da música. A canção dá o tom da poética de Sucha, onde há espaço para sentimentalidades e ironia. A “volta por cima” e o sentimento de libertação para ser quem e o que quiser ser, pode ser ouvido na faixa seguinte, “Do Fundo do Poço”, um pop-rock assinado por Sucha e Zerzil.

“Uma mulher feliz”, terceira faixa do disco, tem assinatura de Ana Sucha, Eugenio Dale e Suely Mesquita, e remonta influências da música paraense, com sintetizador bem marcado, para falar de uma relação homossexual com o “eu-lírico” do disco, a Inês. Divertida, a faixa promete encabeçar as preferidas do público, com seguinte a frase: “Ô mamãe/Há mais de um mês/Tô namorando a Inês/Nem reparei no rapaz”. A sequência traz “Meu nome é tchau”, de Ana Sucha e Suely Mesquita, e traz um funk carioca irônico sobre o término de uma relação opressora.

A balada “Seis sentidos” é uma boa declaração de amor à carioca e confere ao disco caráter popular, com promessas de boa aceitação radiofônica. Emenda-se a esta, “Sobre pássaros, flores e espinhos”, do compositor brasiliense Dennis Novaes. A faixa, que originalmente foi composta como samba, ganha, no disco, um potente arranjo roqueiro e traz uma bela reflexão sobre o amor: “Amor/A vida é feito um passarinho/É como a flor e o espinho/Tem o cantar e o sofrer”.

“Onde você está?” tem linha melódica doce e se apresenta como uma balada que versa sobre a solidão de forma muito criativa e contemporânea. Em “Vermelho cor de sangue”, de Zerzil, Ana Sucha empunha campanha feminista com letra forte e depoimentos de mulheres sobre o primeiro assédio que sofreram colados em pastiche ao longo da canção, a exemplo do videoclipe da música - lançado no dia internacional da mulher.

No “samba quadrado” “Eu sorrio bem mais”, uma composição de Dennis Novaes e João Paulo Gusmão, encontra-se outra volta por cima, com bela linha de violoncelo em diálogo com a voz de Ana Sucha. O disco termina com “Bagatelas”, canção de mensagem positiva que remete ao blues e tem na “fofura” e na brincadeira seu eixo central, com coro bem marcado, gravado por amigos da cantora.

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